segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vocabulário para Netos



Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.

Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.

Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Mediunidade com Jesus: É quando a gente serve de instrumento em uma comunicação mediúnica e a música tocada parece um noturno de Chopin.

Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Obsessor: É quando o Espírito adoece, manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

* * *
Do Livro: "O Homem Que Veio da Sombra", de Luiz Gonzaga Pinheiro.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Aquarela do Brasil

Uma homenagem ao Brasil e principalmente ao Rio de Janeiro.Os estúdios Walt Disney fez este filme na década de 40, a mais ou menos 67 anos para homenagear o Brasil. Música de Ari Barroso cantado por Aloysio Oliveira. O excelente samba Tico tico no fubá de Zequinha de Abreu é de arrepiar. Muito lindo!




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Eu sou assim ... " VIDA "


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso
Já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger
Já dei risada quando não podia
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amada, mas também já fui rejeitada
Já fui amada e não soube amar
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
mas "quebrei" a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos.
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta
saudade e... tive medo de perder
alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas sobrevivi!
E ainda vivo.
A vida é muito para ser insignificante.

(Charles Chaplin)



quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009!



Fiz duas listas no ano de 2008. Uma com todas as coisas boas que ocorreram e outra, ao contrário, com as situações ruins. Esta última guardei em uma gaveta fechada a chave, com a esperança de que, conforme os dias forem passando, meses e anos, pudessem se dissolver. Mas porque não joguei simplesmente fora? Porque elas estando lá, mesmo que fechadas na gaveta, lembram-me dos erros e das decepções e, consequentemente, do que aprendi com eles e do quanto sou humana e falível.
Ano Novo, Vida Nova! Assim diz o ditado e é assim que vou tentar olhar este ano que inicia.
Agradeço a todos os amigos que mandaram felicitações pelo Natal e Ano Novo aqui no blog. E por falar em blog, o Pára-raio (ainda tem o hífen ou mudou pelas novas regras de ortografia?), bem, recebeu um presente compartilhado por todos que entram aqui, um maravilhoso céu com astros e estrelas da nossa queridíssima Cecília. Entramos todos na nave espacial fabricada pelo Zoli e navegaremos infinitamente nesse céu estrelado.
Cecília amiga do coração, ainda bem que temos as senhas. E ainda bem que podemos sempre contar uma com a outra nas mais diversas situações prazeirosas ou difíceis que já passamos. Mas quando a alma é grande, pontilhada pela Tua bondade, tudo fica fácil. Agradeço por tudo!
A minha vizinha Alfa®, pessoa inteligente, sensível e muito amável, agradeço pelos cartões dedicados a mim e a todos os amigos, estampados no seu blog “Aqui se conversa sobre tudo”. Alfa®, você não imagina como é bom te-la aqui do ladinho.
A Diná, Luiz, Anamaria e Zoli, abraço cada um bem apertadinho. Se hoje não estamos mais tão juntos como no passado as lembranças ainda são bem fortes e nada vai apagar o carinho que tenho por cada um de vocês.
Anja minha doce andarilha, Vivis sempre charmosa, Blue eyes espirituosa, Heldinha (ou seria multi Heldinha pelos muitos blogs?), Andréia muito meiga, vocês fizeram a diferença e estão guardadas em um lugar especial. Agradeço a todas pela amizade.
NAZA! O que escrever da Naza que já não foi escrito? Agradeço pelas felicitações dirigidas a mim no seu vlog “Cabaré da Nazaré” e desejo que o BBB9 tenha uma “paquita idosa” para você “sentar a ripa” e fazer a nossa alegria. Mas também desejo que apareça uma pessoa inteligente, um ótimo estrategista como o nosso Titan Demolidor, o Alberto. Afinal, de pobrinhos, porrrta, pessoas olhando a lua e povo gado, ninguém agüenta (hahahahahaha). Mais sucesso ainda no BBB9 e esteja certa que estarei lendo avidamente teus geniais posts e dando gargalhadas homéricas.
Não poderia deixar de citar uma pessoa linda, dona de uns cabelos igualmente lindos e, cuja amizade foi um presente que recebi este ano que passou, esperando que se eternize: a poetisa Bandys. No blog “Esconderijo da Bandys” encontramos poesias que nos calam fundo na alma. Ela é the best!
Enfim, desejo a todos os amigos citados, aos amigos que não citei porque esqueci (desculpem) e também aqueles que passam por aqui sem deixar registro, um Ano Novo repleto de realizações, paz, amor, harmonia, algumas dificuldades para nos mostrar o quanto somos fortes e que temos o poder de superação, saúde, LUZ, prosperidade e amizades.

“Os homens não se entendem, por quê?
Porque eles não estendem as mãos
e não se abrem para a ternura do diálogo.

Impõem - quando deveriam aceitar.
Exigem - quando deveriam oferecer.
Condenam - quando deveriam perdoar”.
(autor desconhecido)

Stella

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

FEIO "O GATO"



A combinação destas três coisas adicionada a uma vida nas ruas tinham causado danos
em Feio.
Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio.
Feio era o gato vira-lata do bairro. Feio adorava três coisas neste mundo:
brigas, comer lixo e, digamos, amor.

Para começar, ele só tinha um olho, e no lugar onde deveria estar o outro
olho, havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido quebrado gravemente no passado.
O osso curara num ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a esquina ...
Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.

Todos que viam Feio tinham a mesma reação:
“Mas que gato feio !”

As crianças eram alertadas para não tocarem nele.
Os adultos atiravam pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta
quando ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma reação. Se você jogasse água nele com a mangueira, ele não saía do lugar! Ficava ali sendo ensopado até que você desistisse.

Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos seus pés, pedindo perdão.
Sempre que via crianças, ele surgia correndo, miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por amor.
Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente...

Um dia, Feio quis dividir seu amor com os Huskies do vizinho.
Eles não eram amistosos e Feio foi ferido gravemente.
Do meu apartamento, ouvi seus gritos e corri para tentar ajudá-lo.
Na hora em que cheguei onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo ...

Quando o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava,podia senti-lo lutando para respirar.
"Acho que o estou machucando muito” - pensei.
Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo atravessava seu peito.
Então, senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha.

Em meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar.
Mesmo sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma consideração.
Naquele instante, achava Feio o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto.

Em nenhum momento ele tentou me arranhar ou morder, nem mesmo tentou fugir de mim ou rebelou-se de alguma maneira. Feio apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu apartamento.
Sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como este gato vira-lata, deformado e coberto de cicatrizes havia mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e sobre como amar incondicionalmente.

Feio me ensinara mais sobre doação e compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei grata por isto. Chegara a hora de eu seguir em frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente.
Chegara a hora de dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca tivessem visto nenhum deles...

As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados, sejam de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem ser amados...

Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge às regras e padrões de beleza...
Se vocês se permitissem essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...

Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas.
Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e pacientemente aguardando o dia
de ser devorada pelos "Huskies"...

Se tiver sorte, terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes do meu último suspiro..
Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma etnia que nós, ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou nossos ouvidos ,
que ainda não aprenderam a ouvir a real mensagem de Deus.


Glauce Paraguassu